Aluna da UFCG vence Prêmio LED Globo 2026
Beatriz Vitória é uma das idealizadoras do FiltroPinha, solução criada para reduzir a toxicidade do resíduo da farinha de mandioca
Promover sustentabilidade, reaproveitamento da água e impacto social. A ideia motivou a estudante Beatriz Vitória da Silva, do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a desenvolver uma solução ecológica inovadora na sua comunidade.
A iniciativa, criada a partir de cascas de pinha e que reduz o resíduo tóxico da mandioca, levou à conquista do Prêmio LED Globo - Luz na Educação 2026, na categoria Estudante. Em virtude da premiação, nos últimos dias 16 e 17 de maio, a estudante participou do Festival LED Globo 2026, um dos maiores eventos de Educação do Brasil, realizado no Rio de Janeiro.
Filha de agricultores e natural do Quilombo Brejo de Dentro, do município de Carnaíba, no Sertão pernambucano, Beatriz idealizou o projeto durante sua trajetória no curso técnico em Administração, em parceria com estudantes e professores da Escola Técnica Estadual de Pernambuco Professor Paulo Freire.
Com a proposta de solucionar problemas locais da comunidade, surgiu, então, o FiltroPinha – dos resíduos aos recursos, uma solução sustentável produzida com casca da pinha - fruta abundante na região -, capaz de absorver a carga poluente da manipueira (resíduo gerado nas casas de farinha) e permitir o reaproveitamento mais seguro da água no processo produtivo. Desenvolvido no Quilombo do Caroá, o projeto ainda permite o reaproveitamento dos resíduos do filtro como fertilizante de liberação lenta, otimizando o desempenho ambiental.
Na UFCG, Beatriz está dando continuidade ao projeto de pesquisa voltado às tecnologias sociais, por meio da submissão ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), sob a coordenação da professora Márcia Couto, do curso de Ciências Econômicas. A ideia é fortalecer institucionalmente projetos de impacto social, ambiental e de inovação voltados ao desenvolvimento sustentável e à transformação social.
“Para a UFCG, receber estudantes que já possuem experiências no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias sociais, além do interesse em dar continuidade a essas iniciativas, representa uma perspectiva muito positiva para a ampliação de projetos e pesquisas na instituição. Atualmente, já estamos trabalhando na construção de uma proposta de projeto voltada justamente para a área de tecnologias sociais, sustentabilidade e impacto social, considerando o relevante potencial acadêmico e transformador dessas ações”, destacou a professora Márcia.
Para Beatriz, prosseguir com o projeto no ambiente acadêmico é uma oportunidade de evoluir na pesquisa, inovação e desenvolvimento regional. “A experiência com o FiltroPinha despertou ainda mais meu interesse em desenvolver iniciativas que unam conhecimento, sustentabilidade e soluções voltadas para a realidade das comunidades. Acredito que a Universidade é um espaço importante para transformar ideias em projetos com potencial de gerar resultados positivos”, resumiu.
Além do Prêmio LED 2026, a estudante foi destaque em importantes premiações nacionais e internacionais com o projeto FiltroPinha, entre elas: campeã do Solve for Tomorrow Brasil 2024, promovido pela Samsung; segundo lugar no 31º Prêmio Jovem Cientista, na categoria Ensino Médio; Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2025; e Prêmio Criativos Escola + Natureza 2025, representando o bioma Caatinga.
Prêmio LED
O Prêmio LED - Luz na Educação é uma iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho para impulsionar práticas inovadoras que transformam a educação no Brasil. Em cinco anos, já recebeu 12 mil inscrições - sendo 2,3 mil somente nesta edição de 2026, - e premiou 30 projetos com mais de R$ 6 milhões. Cada um dos seis vencedores de 2026 levou um prêmio de R$ 200 mil.
(Ascom UFCG)
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