UFCG instala Banco Vermelho em memória das vítimas de feminicídio
Ação integra movimento internacional de enfrentamento à violência contra a mulher
Classificando o momento como emblemático para Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o reitor Camilo Farias conduziu na manhã desta terça-feira, dia 17, a solenidade de instalação do primeiro Banco Vermelho na instituição.
Fixado estrategicamente na entrada do campus sede, o banco é um alerta visual permanente e um memorial dedicado às vítimas de feminicídio. A ação integra um movimento internacional de enfrentamento à violência contra a mulher.
“Cabe à universidade se posicionar e alertar a nossa comunidade; todos nós, não só as mulheres. Esse monumento tem como objetivo tirar a violência de gênero da invisibilidade, forçando a reflexão de quem transita pelos campi da UFCG”, ressaltou o reitor, adiantando que será instalado um Banco Vermelho em cada campus.
Para a vice-reitora, professora Fernanda Leal, é preciso que sejam tomadas atitudes para mudar o atual cenário. "Este é um ato simbólico, potente, importante e faz com que a gente amplie uma rede - que hoje integra diversas universidades federais -, fazendo com que isso não represente apenas a instalação de um banco, mas sim um compromisso com a comunidade acadêmica para mudar essa realidade”, pontuou.
Em sua fala, a presidente da Comissão Permanente de Prevenção e Combate ao Assédio Sexual e a Todas as Formas de Discriminação na UFCG, Aíssa Romina, destacou a necessidade de um comprometimento e pactuação coletiva para efetivação da Política de Prevenção e Combate ao Assédio e que, para isso, a comissão vem firmando identidade e planejando atividades alinhadas a outras instâncias institucionais.
Também compôs o comitê de inauguração a doutoranda em Ciências Sociais Jéssica Paixão, que discorreu a respeito da sua dissertação de mestrado, que teve como tema central a violência contra a mulher, e ressaltou que Levantar e Agir (parte do lema da campanha, que complementa o Sentar e Pensar) é falar e é denunciar. “Compartilhar a violência sofrida é a cura de si mesma”.
A palavra foi facultada à comunidade e todas as falas exaltaram o simbolismo do momento e a sua repercussão. Em resumo, como pontuou a professora Rubasmate dos Santos, o memorial é um discurso diuturno em defesa da mulher.
Origem do movimento
A instalação de bancos vermelhos em espaços públicos como símbolo de enfrentamento à violência contra a mulher e combate ao feminicídio começou na Itália, em 2016, por iniciativa de duas mulheres que perderam amigas vítimas de assassinato e decidiram transformar o luto em um movimento de mobilização social.
A ideia do banco é que, ao sentar-se, o cidadão reflita sobre a realidade da violência de gênero e, ao se levantar, se sinta motivado a agir para transformar essa realidade. A cor vermelha simboliza o sangue derramado pelas vítimas e funciona como um alerta permanente sobre a gravidade da violência de gênero.
(Ascom UFCG)
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